A casa como refúgio: as cores que estão definindo o morar em 2026
A casa como refúgio: as cores que estão definindo o morar em 2026
Tendências cromáticas apostam em tons acolhedores, naturais e sensoriais para transformar a casa em um espaço de bem-estar, equilíbrio e reconexão no cotidiano contemporâneo
Para a arquiteta Priscila Maciel, este ano é definido pela busca por espaços que equilibram a tecnologia onipresente com um acolhimento profundo e tátil. “Estamos vivenciando uma transição consolidada onde o branco gelado e o cinza industrial deram lugar definitivo a cores com alma, como o Cloud Dancer. Esse tom de off-white cremoso tem sido bastante usado, pois abraça o morador e traz claridade sem a impessoalidade dos neutros frios de antigamente”, explica a especialista.
Além da predominância dos neutros quentes, a biofilia e a conexão com a terra ditam o ritmo das escolhas cromáticas. Tons botânicos e terrosos ganham o destaque necessário com o uso do Transformative Teal, uma mistura sofisticada de azul e verde que se tornou o grande hit das mostras de decoração este ano.
Priscila Maciel destaca que o uso dessa tonalidade em superfícies e marcenarias de destaque traz uma profundidade necessária aos ambientes contemporâneos. “O Teal é uma cor mutante que reage de forma muito interessante à iluminação natural e artificial. Essa tonalidade traz uma sofisticação que remete tanto à imensidão do oceano quanto ao frescor das florestas, funcionando como um convite visual à pausa e à contemplação dentro de casa”, pontua a arquiteta.
Outro pilar fundamental nos projetos atuais é a sustentabilidade visual, onde a paleta de cores deve conversar harmoniosamente com materiais táteis como o algodão, o linho e as madeiras claras. Ao utilizar cores que remetem à argila e elementos brasileiros, como o Cipó da Amazônia, Priscila reforça que a estética de 2026 é, acima de tudo, sensorial.
“Não se trata apenas de escolher uma tinta por tendência, mas de criar uma atmosfera onde a cor, a luz e a textura se unem para transformar o ambiente em uma experiência de saúde mental. O foco hoje é o conforto absoluto e a regeneração de quem habita o espaço”, finaliza.