Dezembro Laranja 2025: alerta para os cuidados com a pele e a prevenção do câncer de pele
Dezembro Laranja 2025: alerta para os cuidados com a pele e a prevenção do câncer de pele
O câncer de pele, quando detectado precocemente, tem altas chances de cura.
Com a chegada do verão, a campanha Dezembro Laranja assume papel ainda mais relevante no Brasil. O câncer de pele é o tumor maligno mais comum no país, representando cerca de 30 % de todos os cânceres malignos registrados.
Segundo estimativas recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 2023 e 2025, o Brasil deverá registrar por ano aproximadamente 220.500 novos casos de câncer de pele não?melanoma e cerca de 9.000 novos casos anuais de melanoma — forma mais agressiva da doença.
Embora o melanoma represente apenas cerca de 1 % dos casos de câncer de pele, ele é responsável pela maioria das mortes pela doença.
O risco é ainda maior em cidades litorâneas como Vitória, onde a exposição ao sol costuma ser intensa e prolongada. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o Espírito Santo está entre os estados com alta incidência da doença, especialmente em áreas urbanas com grande circulação de pessoas ao ar livre.
Segundo a dermatologista da Rede Meridional, Lívia Grassini, o diagnóstico do câncer de pele é feito pelo médico a partir do exame físico utilizando um aparelho chamado dermatoscópio que amplia a lesão, observando características sugestivas de câncer de pele. “Para confirmação do diagnóstico é realizada a biopsia da lesão e enviada para análise laboratorial pelo Patologista, que confirma se o tumor é maligno e o seu tipo. Os principais fatores de risco são pessoas de pele clara, olhos claros, ruivos, albinos; pessoas com história familiar de câncer de pele; exposição a câmaras de bronzeamento; queimaduras solares na infância e adolescência; pessoas com muitos nevos/ pintas; pacientes transplantados e imunossuprimidos”, reforça Lívia.
Ela acrescenta que a principal prevenção do câncer de pele é exposição solar consciente, evitando os horários entre 10 e 16h, uso de protetor solar, roupas de proteção, chapéus e óculos. Reaplicar o protetor solar a cada 2-3h ou após nadar/ transpirar.
As pessoas devem observar pintas, manchas, feridas que não cicatrizam ou lesões que crescem com o tempo podem ser sinais de alerta. As lesões suspeitas são:
Assimetria: uma metade da pinta é diferente da outra.
Bordas irregulares: contorno borrado, mal definido ou irregular.
Cor: várias tonalidades na mesma lesão (preto, marrom, vermelho, azul).
Diâmetro: maior que 6 mm (tamanho de uma borracha de lápis).
Evolução: mudanças ao longo do tempo (forma, cor, tamanho ou sintomas como coceira ou sangramento).
Outros sinais de alerta são feridas que não cicatrizam em semanas; lesões com sangramento espontâneo; áreas ásperas ou descamativas que persistem; manchas vermelhas ou peroladas com crescimento lento e pintas que começaram a coçar, doer ou inflamar.